sábado, 3 de maio de 2008

Lusa e curta

Saramago é
estupendo
não só como escritor
mas como Pessoa

22 comentários:

Anônimo disse...

bueno, nesse aspecto não concordarei contigo, poder, ainda mais depois que ele afirmou a um tablóide português que os judeus são em relação aos palestinos, iguais aos nazistas da segunda guerra.

a verdade é que ele nunca morou lá para afirmar tal fato. Nunca ficou vis-a-vis à realidade judaico-islã. Mas esperável é o ser humano em seu julgamento à distância.
trés trivial, assim como eu, assim como o mundo e todo espaço sideral que julga sem saber as lousas, porque apenas conhece as coisas.

não acho que existem santos, mas acho que há manipulação midiática excessiva, assim como os Nardoni da Silva a me cansar a paciência; e, pra variar, adivinha pra quem vai o papel de carrasco?

hãm?

ah, pro lado da judaiada, é claro. (já estou acostumada e tarimbada das atribuições querelentas...)

não há santos, afirmo, mas que a palestinada não tem nada de coitadinha, ah, isso não tem, mesmo.

basta ver as mulheres, embotadas em sua existência,e silenciadas em nome de Alá, o cara.

Eu hein, oxálá.


(tá, deu. só pra justificar o porquê de eu não enxergar o lado estupendo dele.)

mn

:P

Anônimo disse...

Jewish girl...
Quando digo estupendo, digo estupendo como Pessoa (repare na letra maiúscula...referente ao Fernando)pra fazer um trocadilho com esse cara que é o maior portuga e sempre será. ou seja, fiquei mesmo só no terreno literário.
porque da pessoa-saramago eu não sei muita coisa, e o que sabia até hj eram coisas boas...enfim, isso é até um pouco decepcionante.
falando em jewish, tem uma exposição da minha xará, a Anne Frank lá no Gasômetro até 10 de maio. ou seja, tá acabando. vamos?

bjs
eu

enio disse...

Adorável.

Anônimo disse...

Alguém, aqui presente, disse, um dia, num escrito seu: Se os Árabes guardarem as armas a guerra acabará; Israel se as guardar desaparecerá!

Saramago não consegue perceber isto, não obstante ser um imenso escritor e muito empenhado em causas sociais!

Fernando Pessoa era Judeu!

Josué.

enio disse...

Who cares?

Hey jude...

Anônimo disse...

mE.
My sELF.
I tREMENDousLY CArE.
EvERY FuCKiNG DAy oF mY LiFE.


yES, i´M jEWISH.



mn

enio disse...

Acho que mn não me entendeu.

Mas ok, eu explico: maizomenos como que pra deixar a meta do poeta, não discutir, deixar a sua meta fora da disputa.

Sem bravatas, sabe?

E eu disse só isso.

Quer to care? So care.

(e o hey jude beatle foi só um carinho).


Shalom.

Ane Minuzzo disse...

Tudo isso por causa de um trocadilho?
Putz. Escrevo um negossório pra homenagear dois escritores que amo de paixão ( pelos seus escritos, afinal, para amá-los enquanto gente de carne e osso só mesmo tête-a-tête, o que é bem impossível, ainda mais que Fernando é morto e domínio público inclusive).
Enfim, puramente literária a coisa, repito. Nada a ver com com a religião de um, de outro, o que Saramago disse e tudo.
E sim, Pessoa era judeu, mas isso o transforma em opositor de Saramago? ( Corrija-me, Josué, se eu estou tento um raciocínio pueril). Bom, pra sabermos disso, só se ele spudessem trocar figurinhas ( ou farpas ) juntos. Mas eu cá, com meus botões, acho que eles falariam sobre literatura. A rica, melancólica e estupenda literatura portuguesa.
Era isso. Só uns versinhos despretensiosos sem intenção nenhuma além de render louvores a caras que sabem pegar de uma pena.
Abraços e votos pela co-existência nos blogs...

Anônimo disse...

Minha Anne Frank Minuzzo,

mas goria, deixa eu te dizer uma coisa...
assim somos nós, judeus! nos atemos com afinco de raiz à questão da judeidade.
É sempre assim, faz parte da nossa cultura se inflamar e debater e criticar e cutucar e desenterrar mágoas e todas as feridas que ainda existem e que sequer um dia cicatrizarão.

Por mais que possa parecer dramalhão esse nosso querer viver do passado tornando-o um constante presente ao arrogar-se o drama de quem foi numerado, ou não voltado no trem da morte; sim, pode parecer! parece, mas isso é coisa que não se explica; apenas se sente, forte, lá dentro - saber que hoje - a família, a saga dos Nisemblat, Rosenfeld, Wasserman, Sibemberg, Litvin, Engelmann, Aron, Levi, Cohen, Rosenthal, Levi,Wainberg, Grinberg, Zamel, ou mesmo de quem não era obrigado a usar uma estrela colada no peito pra ser motivo de chacota ou linchação, hoje, esses clãs poderiam ser maiores, mais unidos, mais fortes, contribuindo pra essa tal humanidade. (Hemingway, óh Hemingway, lembra?)
Mas não. Não teve jeito. Se desintegraram feito pó. Assoprados prum não-sei-onde. Sem deixar rastro. carta. cheiro. cinza. O que restou?
um entulhado de óculos? sapatos? bengalas? arcadas dentárias pra museu contabilizar perdas e surrupiar suas jaquetas de ouro?

Tá no gen, véia. Tá no gen até o final dos meus dias me cuspir falando desse assunto.

A questão do sionismo pulsa violenta, como um alarme agudo programado pra cortar os ouvidos a quem ousar dizer que não merecemos ter uma Terra. Uma Terra Nossa.
Fodam-se. Fodam-se todos os historiadores esquerdistas e suas idéias revisionistas de última, porque a maioria, pode crer, idolatram um PSTU da vida sem bancada, e assistem um Jornal Nacional e pra se embasar em suas suposições Fogo nos Pneus e ferro na judaiada.
Tô cheia dessa gente burra. Que aliás, estão bem sentadas na Fapa, na minha ex-faculdade e que por isso mesmo que tive a oportunidade de sacar a ideologia e afirmar o que escrevo.

(Eu tô ligada, mas me finjo de morta).
Não vale a pena gastar meu latim com quem não merece meu hálito.

Sei que tu não tem nada a ver com isso, com as minhas paranóias gentílicas, meus delírios desmedidos, essa maldita indignação que nunca, mas nunca silenciará porque é maior do que a mim mesma.

Veia, o troço é foda.
E eu louvo a ONU. Sou doente, amo o Bill Clinton, e toda aquela diplomacia americana, mesmo sabendo que eles são o que são. Eu louvo aquela merda de democracia chauvinista.
E comemoro. (todo dia 14 de maio o aniversário de Eretz Israel.)

Sim, um simples trocadilho rendeu tudo isso!

Que bom, que bom. Feliz fico, pois há sangue grosso, coagulado de certezas que pulsa a vontade mais insana de gritar aos quatro ventos todas as coisas sentidas, omitidas, caladas, vendadas pelos meus bisavôs, avós e tios por pura falta de ocasião de trazerem isso à tona.

É foda. Eu enlouqueço. Me passo o cigarro.


mn

Ricardo disse...

Olá a todos

Caçando o filme "Paris, te Amo" pelo google acabei achando esse blog aqui.

Lendo o poema - bonito - entrei nos comentários e fiquei abobado por ver só uma pessoa comentando realmemente sobre a beleza dele.

A minha família - Sacks - é grande e orgulhosa de sua origem. Meus pais passaram a mim e a meus irmãos o dever de estar de cabeça erguida sempre.

Mas sem soberba.

Fiquei chateado com tanto comentário equivocado sobre armas, orgulho e sensação (equivocada) de ofensas.

Nada naquele poema ofende, só encanta.

Saramago, como eu e todo mundo, diz bobagens aqui e ali.

A causa palestina é coisa séria. Assim é a causa israelita também.

Shalom, gente.

Sem perder tempo com panfletaria ridícula.


Amo minha origem, adorei o poema e espero chegar o dia - chegará - em que todo mundo será o que é e...tudo bem.


Do amigo

Ricardo Sacks

Ane Minuzzo disse...

Valeu, Ricardo, por gostar do que realmente, apenas, simplesmente, é: um poema.

E quanto a todo esse debate, também é válido, por que não? Me surpreendo sempre com o poder, a força das palavras, e, mais ainda, com as variáveis contidas em uma mensagem, em um receptor, e os ruídos subsequentes. As palavras, agora vejo mais do que nunca, são as armas mais poderosas.
Afinal, por elas serem proferidas por quem não suja as mãos de sangue é que ele acaba lavando terras e terras por aí.
Respeito o judaísmo fundamente. Assim como tennho aprendido, devagar, a respeitar outras religiões, ou melhor, as pessoas que as formam, afinal, elas é que as fazem e criam suas doutrinas...
Acho que este povo teve grande cota de sofrimento.
Mas penso também se o mundo não é formado por grandes feudos de povos sofredores...Vejamos a escravidão negra, séculos de sofrimento hediondo...de repente alguém chega na tua aldeia e te acorrenta e te leva...pra onde? Enfim, só um exemplo.
Sentir as dores de todos os feudos pode enlouquecer, ou no mínimo, nos deixar melancólicos e descrentes... Então eu penso em Martin Luther King, insistindo na irmandade universal. Porque afinal, a dor é o que nos irmana, e justamente ela é que impomos ao próximo: o que mais nos aniquila.
Louco, não?
Anyway,é sempre bom essas janelas onde a gente pode dizer, afinal, um pouco sobre o que nos move.
Sinal de que endurecemos, mas não perdemos ainda a ternura...
Abraços

Eduardo disse...

Primeiro queria elogiar pelo poema simples e bonito. (e produtivo ehehehe)

Em relação à discussão (não consigo ficar de fora), a Anne tirou as palavras da minha boca.

Acho que tu está enganada Mari, tu criticas a generalização generalizando. Se as pessoas do PSTU são bitoladas e acham suas idéias muito palpáveis porque convivem em meio à pessoas que compartilham de suas idéias, numa espécie de religião política. Também creio que você deva refletir se você mesma, em algum nível, não esteja na mesma situação. Acho que você subestima a inteligência das pessoas (minha inclusive) taxando-as de mal informadas e o que quer que seja porque não compartilham da sua opinião.

O que eu sei é que nacionalismo e orgulho exacerbado sempre fizeram um grande mal para a humanidade. Aquele clichê é muito verdadeiro: "Quando a paixão. entra, a razão saí).

"Imagine all the people sharing all the world."
"you may say i'm a dreamer, but i'm not the only one".

Anônimo disse...

Não te subestimo, Eduardo. Nunca te subestimei, aliás. Apenas vivenciei o anti-semistismo de perto, através dasquelas pixações nos banheiros do curso de história, do meu vizinho que foi perseguido por ser judeu e ainda por cima espancado por alunos do curso de história lá da fapa a tal ponto de ter que mudar de faculdade em virtude de ser judeu e não comungar das mesmas idéias deles. tenho provas cabais disso. afora os muitos papos que já ouvia no ônibus quando voltava pra casa.
mas os papinhos até não me assutavam, porque eram muito do esperável.

Isso foi bem antes de te conhecer. Agora, se tu ficou mordido, apenas te digo que nem passou por minha cabeça referir-me a tua pessoa ao escrever o que realmente penso.
Respeito a tua opinião e respeitarei sempre, apenas não mudo uma vírgula do meu pensamento porque EU VIVI AS COISAS QUE EU ESCREVI:
vivências palpáveis, inclusive, nos dias de agora, mês passado, em que eu voltei ao ex-templo.

mas isso nem vem ao caso. o fato que eu penso isso e pronto.

mn

eduardo disse...

Imagine there's no countries
It isn't hard to do
Nothing to kill or die for
And no religion too

Imagine all the people
Living life in peace
You may say,
I'm a dreamer
But I'm not the only one
I hope some day
You'll join us
And the world will be as one

Imagine no possessions
I wonder if you can
No need for greed or hunger
A brotherhood of man

Imagine all the people
Sharing all the world

"Porque afinal, a dor é o que nos irmana, e justamente ela é que impomos ao próximo: o que mais nos aniquila."

enio martins disse...

Mariana e suas obviedades obtusas. Escreve bravatas como que dona da razão, fica dando voltas querendo enfiar goela abaixo dos outros seu remédinho purgante que dá caganeira as avessas em quem lê.
No fundo e no raso tu é uma chata. Judia estereotipada de novela mexicana.

Só fã de Gloria Magadan pra aguentar essa tua verborragia cafona e equivocada.

Dá-lhe chicote.

Até consigo prever a resposta créu que vem por aí.

You can't always get what you want.

Anônimo disse...

no fundo e no raso vai à puta que te pariu bem redondo.

mn

hora israelita disse...

meu caro Enio,

o teu problema é o mesmo problema do mundo: ciúmes do povo judeu.
Mas, não te preocupes, tu és apenas mais um grão na imensidão do universo e mais nada além disso.
Ciúmes do brilhantismo das dezenas de prêmios Nobel que ajudam a fazer um mundo cada vez melhor, enquanto pessoas como tu enojam e trabalham para o caos, a xenofobia e o colapso generalizado.
Meu caro, enquanto os pesquisadores judeus trabalham em busca da cura do câncer, alguém como tu fica aí jogando palavras fora.
Quer uma dica? vai ler um pouco de cultura útil.

enio martins disse...

Ai, Mariana. Meu avô é judeu. Pronto, taí.

E tu é uma caricatura.

E sem o humor sagaz que caracteriza o povo, né?


Não vou baixar o nível com gente equivocada como vc.



Get a life.

enio martins disse...

E chega.

Sem mais uma linha.


Hahaha.

tsc.

Enio Martins disse...

Olá 'hora israelita' (bacana o blog e tal mas cadê o nome?)


Pára tudo. Como assim tu vai me pré-julgando e tal? De onde vc tira essa coisa de que eu tenho ciúme do povo judeu?

Que isso, meu camarada? Tá doido/doida?

Quem sou eu pra negar brilhantismo de quem quer que tenha ganho nobel disso ou daquilo?

Tu me toma por ignorante? Escrevi eu alguma coisa que desrespeite o povo judeu?

Me mostre, aponte uma linha sequer que eu tenha escrito em toda minha vida que seja preconceituosa contra Isarael ou contra negros, amarelos e vermelhos.

Onde???

Sem essa. Vá reclamar em outro lugar.

Mas se vc se doeu porque eu toquei o trombone na mariana, é outra história.

Leia de novo. Judia estereotipada. Foi isso que eu disse.


Quanto a ler, leio o que quero. E leio bem, saca?


Adoro Zimmermann e Lennon.

Tanto faz se o cientista, artista, amigo é circunscisado ou não.


Portanto, jogue tua bronca noutro canto.


Em mim, não.

Anônimo disse...

Genial o poemito da Ane. Saramago também é genial em muito do que escreve. Pessoa, anos luz no indizível que diz. Já as opiniões do Sara (ah,ah) sobre Israel/palestinos, o cara sarenjoa. Over.
Mas ninguém é perfeito. O Ezra Pound, O Poeta, era nazistão em plena II Guerra e - salvo engano - foi até preso por sê-lo.
T.S. Elliott, um marco na poesia inglesa do séc. passado, politicamnte direitoba e conservadoríssimo.
Enio, foste injusto com a Mariana e ela contigo. A Mai não é uma caricatura e está bem longe de ser estereotipada. Cega nas suas dores, carregou o assunto pro lado político e não conseguiu te ouvir mais ou tu a ela. A coisa virou diálogo de surdos.
Mas chega de briga rapeize, não vale à pena. Não os acrescenta, só os diminui. Melhor ficar mesmo com a poesia. No começo, no meio e no fim, é ela que nos salva (literatura, arte e boa vontade também, né mesmo?.

Abraço a todos

Véia do Bonfa

Anônimo disse...

se esconde no anonimato, ela apaga e ele volta lá e escreve tudo de novo só pra implicar.
haja a santa paciência.




primo lord