sábado, 28 de junho de 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Selecção Turca

Como eu gostava que tivesses ganho!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

l'amour en hiver

é, essas coisas simples ...




l'amour, lámour...


l´amour en hiver!

scène de l´hiver



por esses tempos de mudez
as fotografias revelam o que há, o que sinto.



as palavras, aquelas amigas, minhas amantes,
ficaram para trás,
lá longe, numa estrada perdida.
eu sinto muito.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Contingente


Acho que tenho sempre razão. Fico lacônico em conversas batidas que me espicaçam com lugares-comuns, não dou abertura inicial a alguns e economizo palavras.

Digo que não gosto do que você adora. Dispenso um monte de gente, conversa de crente, amores carentes, fashioned retros reticentes e tudo que seja só aparência... Falo verdades tão inconvenientes que você deve estar atento, ou em um daqueles conflitos de momento, elas irão afrouxar algumas de suas incrustadas obturações mais resistentes.

Meu sofá velho parece novo e meu sapato novo parece velho. Talvez por isso tenha fugido da catequese aos doze anos e, aos vinte e poucos, descoberto que poetas escrevem meu verdadeiro evangelho.

Tire as crianças da sala. Não indicado para cardíacos. Muito menos cardíacas infartivas convulsivas que desejam marca-passo para felicidade.

E mais, o arquétipo do seu Nirvana ocidental não me apetece: carros maiores, celulares menores, Photoshop no carnaval das identidades e a felicidade em 10x sem acréscimo.

Ao menos, parece que não envelheci tanto, pois ainda gosto mais do John do que do Paul. Embora ultimamente, depois de mudar de rádio enlouquecidamente, acabe me perdendo em alguma empoeirada sessão geriátrica da Continental ou Itapema FM

Mas, certamente hoje sem tantas reprimendas internas e tantos escudos externos que não protegem as artérias de contendas ao toque do pêlo aos poros.

Apenas sublinho um senso que se pensa seguro.

Contingências criadas pedra a pedra que cercam um pequeno castelo de sonhos com muro auto-preservação.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

sábado, 7 de junho de 2008

a coisa coisada coisadinha

N



ah! essa vida assim sempre toda louca por viver é uma coisa.
e se coisada tem direito a ser uma palavra.
e cada palavra pode ter o dever de coisadinha nenhuma.



N

sexta-feira, 30 de maio de 2008

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Versões


"A única forma de suportar a existência é aturdir-se de literatura como em uma orgia perpétua."
Gustave Flaubert

"O sol doura sem literatura"
Fernando Pessoa

"Parecia-me que a literatura agregava quartos ao mundo, assim comos e agregam quartos a uma casa. E esses quartos eram infinitos e atraentes. Creio que os bons romances são como casas em que uma pessoa gosta de morar".
Adolfo Bioy Casares

"Nada é real se não o escrevo."
Virginia Woolf

"Quanto a escrever, mais vale um cachorro vivo."
Clarice Lispector
Espero, no mínimo, 22 comentários para este post polêmico, hein? Abraços fraternos...

quarta-feira, 28 de maio de 2008

segunda-feira, 26 de maio de 2008

5768

Existimos de há muito como Povo, e sobrevivemos em várias épocas às mais execráveis tentativas de exterminação que já foram lançadas contra a pessoa humana.
Hoje, pouco podem, por isso, promovem a injúria contra o Estado de Israel!

sábado, 24 de maio de 2008


os delírios e as náuseas e os poetas e os sabores de sorvete, algumas frases prontas que copiamos uma da outra, a clandestinidade partilhada à distância e a orgânica necessidade de ócio para a nossa natureza não murchar, e até mesmo os chocolates escondidos nos bolsos e revelados no momento certo é o que vale lembrar de nós. mas de tudo, eis o valente, grande gigante da alma é o que poderia ter ficado para trás.



o medo sempre nos atou.

Saramago you aren't the only one...

Primeiramente antes que venham as pedras esclareço que a foto acima não é de um conflito entre árabes e israelenses, mas é sim, o exército de Israel ali. A foto ilustra um pouco do que acontece por lá...



"O que mais preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos, dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons." Luther King




Essa frase, de um dos grandes espíritos que já pisaram sobre esse mísero Planeta, ecoou na minha cabeça novamente. Mas, não somente na minha cabeça, nas minhas veias, meus pulmões, na freqüência cardíaca que empurra meu sangue às vezes revolto. Acho que poderíamos ter sido amigos, amigos de alma, porque pensamos do mesmo modo e, não somos os únicos. Assim, o grande poeta português também poderia ser meu amigo. Sim, meu amigo, como você não suporto a injustiça, a violência, o terror de Estado, o desprezo pelos valores mais básicos do que pode se chamar de uma vida humana. E há, ainda, os que o chamam hipócrita. Muitos desses cegos pelos nacionalismo ufanista fecham os olhos à brutalidades e violências de toda espécie. Nacionalismo ufanista que foi o que deu exatamente a força que o Nazismo precisava, levando seres que jamais seriam capazes de concordar com desumanidade apoiar um regime horrendo, multidões cegas. Dizem que nunca esteve lá para poder ter alguma opinião, mas certamente nem eu nem você precisaram ir a Auschwitz-Birkenau, ao Viatnã, ao Chile em 1973, à Guerra do Paraguiai, ou a qualquer outro lugar para se ter uma boa idéia do que ocorreu por lá. Nos sabemos a verdade meu amigo, e sabemos que ela é muito, muito pior do que as parcas imagens que os noticiarios revelam. Mas, então meu amigo, vamos deixar as pessoas que vivem por lá relatarem o que se passa não é? Por que alguns poucos podem se deixar levar por afirmações equivocadas. Saber porque Israel é o país que mais desrespeita os direitos humanos no mundo, porque os EUA o apoiam incondicionalmente usando seu poder voto na ONU para ter vetado 40 questões relativas ao desrespeito pelos direitos humanos pelos israelenses, porque Israel é o país que mais recebe dinheiro dos EUA no mundo. Vamos ouvir o que alguns jornalistas, historiadores, pessoas responsáveis pelos Diretios Humanos, Anistia Internacional, o povo palestino, os judeus ortodoxos entre outros...




E os sionistas belicistas ufanistas? Esses nós já sabemos a versão...




Não meu amigo you aren't the only one...


















normandinha nas ganas

em tempos de prisão, poema após msn bate-volta com Minuzzo. só pra não dizer que eu não lembrei da sanha tormento. definitivamente ele mora nesse corpo.




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a dualidade do eu

não se preocupe

não é anomalia


é normalidade generalizada






como uma mala que queria ser lama


e no final virou dalai-lhama


em tempos de Obama na cama


com Clinton




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sexta-feira, 9 de maio de 2008

Há 40 anos - Martin Luther King Jr. e os judeus


quando a Ane liberar a opção de comentar, eu coloco esse post lá embaixo. sei que é demasiada pretensão colocar a resposta do "Luso e Curta" aqui, mas não me seguro, preciso. agora. desculpem. lá vai.




simplesmente afu, Minuzzona Mágica.
e tu acha que eu não sabia que tu queria só homenagear o cara e que eu não saquei o trocadilho?

claro que eu saquei, mas sabe aqueles dias em que tu tá realmente afim de escarafunchar as bicheiras, desenterrar os tormentos e levantar poeira sem se importar de ficar com olho seco?

se, por um lado, O "Who cares" do Ênio (ao contrário do que ele provavelmente pensou) não me magoou, porque cá no sítio as palavras são destituídas de tonalidade de voz - freqüência essa deveras importante pr´gente captar o além da conotação das palavras congeladas aqui num simples screen estático e intangível para maiores abstrações; por outro, ele também, não captou que o meu "EvERY FuCKiNG DAy oF mY LiFE.
yES, i´M jEWISH."
não era um expelir raivoso, e sim um 'rá-vivoso', ácido lisérgico da minha louvada paranóia Sionista.

sou escorpion, baby, sou bicho das entranhas, da fermentação, do planeta marte, deus da guerra, regendo a genitália ao parir força de filhos que não saem pra Israel existir como Estado; tenho devoção ao amor que o meu povo dedica ao estudo, e paixão ao meu ódio por qualquer eflúvio que cheire a anti-semistismo. E isso tá tudo junto, cegamente enosado como um novelo brincado há pares de anos por gato louco e sem a mínima chance de desate.

enfogueirar situações faz parte de mim. é me sentir viva, pulsantemente viva esse aquecer do sangue morno ao quente à guisa de bem prepará-lo para os círculos de fogo que o mundo me oferta como um necessário baralho a ser jogado pra ganhar ou ganhar.





poemas, lirismo, decoro, metafísica, diplomacia, romantismo -adoro -(sério!) mas o meu lado bicho pede mais, torna-me refén irracional e quer subir nas paredes.

agora...

apenas não me venham com falácias de "uma tal panfletaria ridícula",
porque baby, aqui não tem n-a-d-a de ridículo; aqui, tem um alguém que sabe do que fala e não faz questão de ser educada, porque prefere sentir-se mais viva ainda, vivinha da silva xavier de alcântara machado ao escancarar na lata, no ato, no limpo e na justeza sem meias medidas ou tamanhas mesuras o que pensa, simples e puramente para se purificar do próprio círculo, esse maldito criatório sulfúreo que cria e recria ao preço de autoenvenenamento a cada nascer do dia.

sábado, 3 de maio de 2008

do you believe?


ah, essa é uma foto clássica. de um tempo louco, distante e sempre gostoso de lembrar mesmo que sem grandes venturas a exaltar.
está aqui agora - típicas caras de um desprezo. aliás, puramente justificável.
:P
(sempre nos achamos o máximo não por achar que éramos boas, mas por necessário ser. basicamente divas. de algo.
de algas.
de almas.)
"do you believe in life after love?"
Cher

Lusa e curta

Saramago é
estupendo
não só como escritor
mas como Pessoa

terça-feira, 22 de abril de 2008

ao som de la viguela

é o sangue inanimado, insuspeitado, que volta a pulsar
alguma vida insopitável que esse vento, sonoro, veio a despertar
a vontade se ergue do leito fictício de morte
disposta a toda e qualquer cartada da sorte


dia de ventos, dia dos mortos, dia de ressuscitar
segurar firme e impiedosamente para de novo este nó atar
que seja tardio, não importa, afinal, este enlace
urge pular no primeiro trem que por essa estação passe


é o vento, com esse murmúrio secular, imemorial
que insiste em por a correr pelas veias essa vontade quase bestial
o apelo grita aos ouvidos que abandonaram a voluntária surdez
para emitir o último aviso, chegada a hora, vinda de uma vez


vento nas veias, sangue que grita pelas esquinas do corpo
sopro renovado naquilo que se julgava para sempre morto


la sangre, me ponga a cantar, tu canción de despiertar
el viento, me ponga a viajar, en tu cáncion de sangrar

terça-feira, 15 de abril de 2008

To be continued


À minha frente, uma foto de John e Yoko. Os dois, lado a lado, me lembram Vitor Ramil - “vem, anda comigo, pelo planeta, vamos sumir, vem, nada nos prende, ombro no ombro, vamos sair”. Ombro no ombro: o pouco que sei dos dois me traz essa analogia, ou algo mais piegas e sentimental, como “amar não é olhar um para o outro, mas olhar na mesma direção”. E lá estão John e Yoko, olhando na mesma direção, e eu nem era nascida. O clipe que Yoko fez sobre a canção “Woman” sempre me faz derramar umas lágrimas, em especial, no final, encerrando com aquele pungente “to be continued”, como nos seriados americanos, quando a gente fica esperando pelo próximo capítulo pra ver, pombas, o que vai acontecer. Os dois caminham pelo Central Park, belos, serenos, ombro no ombro, não se olham nos olhos - seria necessário?
É o que todos nos almejamos, afinal? É o que dá sentido, ou é apenas mais uma invenção dos fabricantes de cartões românticos? Pergunto sem querer respostas, não enviem cartas para a redação, deixem que as questões pairem no ar, como paira a foto deles no meu mural, agridoce.
Há os que conseguem, mas um tiro, um outro, ou outra, ou a falta do vil metal, ou o hábito, ou as mazelas do microcosmo do cotidiano, e tudo o mais que cada um sabe nomear sem palavras, subtraem. E o sentido, a duras penas conquistado, vai pelo ralo, junto com a água do banho. Às vezes penso que a maçã do paraíso tem gravada nela a palavra “fim”. Faz parte do esquema, eu sei, faz parte do “game”. Mas a consciência do fim, seja representado pela morte ou pelas subtrações, parece que é o que rouba o sentido.
São apenas constatações. Sem pretensões. A palavra foi feita pra isso, pra ser escrita, ouvida, falada, lida, não necessariamente nessa mesma ordem. E a palavra “amor” é mais uma.
Mas essa foto, no meu mural, me sinaliza que não, que não é só mais uma palavra, e que o passado, de gente como John e Yoko, acaba estampando uma parede de uma casa qualquer, no fim do fundo da América do Sul, porque não é afinal, caramba... só mais uma palavra.

domingo, 13 de abril de 2008

meu rewind valioso

está sendo muito difícil atualizar os blogs da vida e ter aquela mui digna inspiração à escrita, uma vez não estando como antes, no fermentado criatório beletrício.
então, só para não deixar a energia do blog se esvair... (coisa que não admito) pinço os meus textículos d´outrora, e, que nada de inédito ou maravilhoso têm; contudo, apenas refletem estados valiosos, e que muito contribuíram para a excelência do meu recorrente rewind filme da vida.



ah, coisa boa se deixar esquecer da rotina café com pão, assim como deixamos, esquecido do relógio, nosso corpo boiar nas ondinhas calmas do mar, sentido as orelhas gelarem ao ouvir o barulhinho aquático na borda da água...


abstrair o cartão-ponto e enfim... sentir que o mundo é vasto e tudo é tão bom quando podemos expandir nossos sentidos vivendo a plena liberdade, esse estado de soltura que a bíblia tanto propalou por milênios no tal livre arbítrio do ser...




agora, finalmente, deu-se a hora de entender o seu sentido em sua mais ampla concepção da palavra:

L- I- V- R- E A- R- B- Í- T- R- I- O - uma coisa esticada, alongada. boa por demais de se saber sentida.

o livre arbítrio me é tal qual o refrão daquela música:"uma cerveja antes do almoço é muito bom pra ficar pensando melhor..."

porém, tudo o que é bom, avizinha o seu fim a curto-prazo, e a consternação fica por conta da hora de perceber que se aproxima o inexorável momento da volta; e, justamente, nessas horas, impossível não pensar que os dias bem que poderiam ser mais demorados...
que fosse uma hora, duas ou três a mais em cada um, seria de um muito bom grado penhorado... já pensou? se acaso houvesse uma maneira de acúmulo dessas pequenas frações temporais?
"- ah, só mais pouquinho para a leveza do espírito!"
é, mas o implacável tempo não admite ironias... uh! e para os hedonistas então, baita padrasto.
shlap! shlap!


wake up! come back to system. life is hard, honey moon.



domingo, 30 de março de 2008



as fotos são essa coisa surpreendente de podermos ser o que bem queremos (ou não), em nossa infinidade de tantos somos...


e, no final das contas, sempre sendo um inescapável pedacinho do eu naquele instante...


tão mágico. tão louco - ser, feia, ser foda, um híbrido bom ser em uma má Jesusa Jerusa de Jerusalém.

sábado, 22 de março de 2008

O nome dele é Johnny

Há aqueles deuses que estampam, mais do que a parede ou o verso da porta do quarto, a imaginação. Estátuas hollywoodianas. Não há quem escape, creio, daquele derramamento adolescente (eu, minha irmã, minhas amigas, com pastas cheias de fotos e qualquer coisinha que saísse naquele tijolinho de jornal). E há aqueles que transcendem o papel de deuses que nem pediram e passar a habitar outro departamento da imaginação, um departamento mais escondido, mais precioso, mais salvaguardado com um certo ciúme até. E os deuses deixam de ser deuses - afinal, essa denominação acabou por se tornar tão clichê - e passam a ter outra simbologia,mutante conforme o talento deles manipula.
E chego então a um nome: Johnny Depp.
Ele não tem um rosto perfeito, um físico avantajado, uma barriga esculpida, olhos azuis e nem, felizmente, uma bandeira dos EUA fazendo as vezes de terceiro olho. Mas eu ouço, na sala de professores, na sala de espera da dentista, na fila, na amiga da irmã mais velha,sempre um.. aaaaaahhhh, o Johnny Depp.
Ele não é...lindo?O melhor tipo de beleza,disparado: a que não era pra ser e não adianta, é, e é demais.
Gosto de atores que vivem os personagens mais absurdos como se aquilo fosse a coisa mais natural do mundo. Gosto de atores que sabem dizer um texto. Gosto de atores que aceitam o pacto. Que bancam. Que fazem disso uma profissão, e não uma chuva de arroz de festa. E ele, no universo dark de Tim Burton,em Sweeney Todd - de uma plasticidade deslumbrante e sinistra - desliza como uma sombra fluida. Com o devido desconto que esse universo tem de atração para mim, e de o filme por momentos ser arrastado, é algo que alivia: ver criadores forjando criaturas em meio ao nonsense que nos oferecem assim com tanta naturalidade. Uma fábula que é crível porque os atores, o diretor, o escritor, todos acreditam. Quase como um conto de fadas, porém macabro: sabe-se que não é de verdade, mas a imaginação dá conta e faz com que seja, e o melhor sonho mesmo é aquele que a gente tem de olhos abertos.
Alguns diretores sonham e filmam de olhos abertos, alguns atores se prestam e compactuam. É um ofício meio foda às vezes: o corpo, a voz, tudo é emprestado, e depois pode vir o vazio quando tudo termina e o personagem tem que desencarnar. À medida que Johnny Depp foi se tornando o que é, seus personagens foram crescendo na mesma proporção que a sua "celebridade" foi se tornando mais discreta. Vamos olhar mais atentamente: quais os atores que menos frequentam as revistas de fofoca e celebridade, pelo menos voluntariamente? Isso é mais do que coincidência. Não pretendo ser radical neste ponto, mas...
Sweeney Todd, o barbeiro demoníaco, é sanguinolento na medida em que o sangue pode colorir aquela melancolia intrínseca que reside numa vingança. Me lembra Victor Hugo, me lembra o pedaço de dor que a injustiça crava sempre; é um clássico de nascimento, delicado, doentio, lírico e absurdo. Coisas assim, que fazem uma ida ao cinema um escape da vida chamada "real" que cada vez imita menos o que a arte tem de bom...
Mas isso é outra história.
Mas, gurias (e guris, why not?), voltando ao Johnny - ele não provoca gritos histéricos. Mas sim, fundos suspiros.
Aaaaaaaaaaahhhhhh.
PS.: Há também Helena Bonham Carter, que adoro, e um menino que bota todo o elenco no chinelo quando abre a boca pra cantar. E o figurino, ah, deslumbrante. A Mariana bateria muitas fotos incríveis.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Indisposta pra Maquiagem

Chegou à hora do imediato irreversível irrevogável.
O rangido da porta fechando anuncia em trilha sonora.

Réquiem para o momento esperado, provável, protelado.
Objetos sem vida agora estáticos arautos de tantas intimidades cotidianas.

O frio do fogo-morto da lareira sem vida.

O Nazareno, na parede, abandonado pela autoridade divina,
não responde...
Espera pacientemente pelas palavras corretas.
Apenas um humano pregado a dois pedaços de madeira.

Nem cor, nem som, nem braço,
Longivamente apenas áspera cadeira altruistamente estende seu bucólico cansaço.

Mau cheiro, poeira, flores de pétalas pendentes ao solo. Reclinadas como viúvas cansadas, indispostas para maquiagem.

Falta do porvir, nostalgia do que não foi, fragmentos seccionados no espaço. Subjetividades intraduzíveis em profundas cicatrizes sob marcas intermitentes digitais de um último abraço.

Tudo um dia se põe... Tem que ir...

Junta a roupa, baixa o armário démodé, muitas gavetas... Muitos cabides... Muitas gavetas!

Lembranças... Em tendências “vintage” da moda vacilam.

Lingeries experientes, camisolas coloridas, calças bem vividas,

E as traças conspiram...

Chove lá fora.

Gotículas fugitivas: o balde contém, o travesseiro transborda.

A vida segue, deve seguir.

Banheiro pesado, banho abafado, o chuveiro cansado, o pêlo grudado ao sabão não enoja... Recorda.

A Fantástica Fábrica de Chocolate




Catatônica televisão: crimes banais, dilemas patriarcais, conversas de botas batidas de colméia, zangões, abelhas, flores de Eucalipto ou Laranjeira e incontáveis jardins triviais.

Arquétipos e status, um carro novo ou sapatos que amargam carnês e adoçam a vida.

Frases de efeito, mensagem subliminar.
Estratégia antiga.

Saúvas na Terra da música.
Gafanhotos que não sabem cantar.

Propagandas de açúcar

Pra homens-formiga.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

N
têm pessoas que me inspiram pra escrever
têm pessoas que me inspiram pra coser
há as que gosto dar de comer
e outras simplesmente dão-me o sopro de viver
mas não pense o leitor apenas
que na declinação segunda eu ei de me abster...

no meu ministério do ar
há as que me inspiram para fotografar...


beber faz mal à saúde e pode levar ao ataúde.
portanto, a fotografia é a meramente decorativa.
::
zim, dzegorativa.
azumo.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008