sábado, 28 de junho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
segunda-feira, 23 de junho de 2008
scène de l´hiver
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Contingente

Digo que não gosto do que você adora. Dispenso um monte de gente, conversa de crente, amores carentes, fashioned retros reticentes e tudo que seja só aparência... Falo verdades tão inconvenientes que você deve estar atento, ou em um daqueles conflitos de momento, elas irão afrouxar algumas de suas incrustadas obturações mais resistentes.
Meu sofá velho parece novo e meu sapato novo parece velho. Talvez por isso tenha fugido da catequese aos doze anos e, aos vinte e poucos, descoberto que poetas escrevem meu verdadeiro evangelho.
Tire as crianças da sala. Não indicado para cardíacos. Muito menos cardíacas infartivas convulsivas que desejam marca-passo para felicidade.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
quarta-feira, 18 de junho de 2008
sábado, 7 de junho de 2008
a coisa coisada coisadinha
e se coisada tem direito a ser uma palavra.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Versões

"O sol doura sem literatura"
Adolfo Bioy Casares
"Nada é real se não o escrevo."
Virginia Woolf
Clarice Lispector
quarta-feira, 28 de maio de 2008
segunda-feira, 26 de maio de 2008
5768
Hoje, pouco podem, por isso, promovem a injúria contra o Estado de Israel!
sábado, 24 de maio de 2008
Saramago you aren't the only one...
Primeiramente antes que venham as pedras esclareço que a foto acima não é de um conflito entre árabes e israelenses, mas é sim, o exército de Israel ali. A foto ilustra um pouco do que acontece por lá...
normandinha nas ganas
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sexta-feira, 9 de maio de 2008
e tu acha que eu não sabia que tu queria só homenagear o cara e que eu não saquei o trocadilho?
claro que eu saquei, mas sabe aqueles dias em que tu tá realmente afim de escarafunchar as bicheiras, desenterrar os tormentos e levantar poeira sem se importar de ficar com olho seco?
se, por um lado, O "Who cares" do Ênio (ao contrário do que ele provavelmente pensou) não me magoou, porque cá no sítio as palavras são destituídas de tonalidade de voz - freqüência essa deveras importante pr´gente captar o além da conotação das palavras congeladas aqui num simples screen estático e intangível para maiores abstrações; por outro, ele também, não captou que o meu "EvERY FuCKiNG DAy oF mY LiFE.
yES, i´M jEWISH." não era um expelir raivoso, e sim um 'rá-vivoso', ácido lisérgico da minha louvada paranóia Sionista.
sou escorpion, baby, sou bicho das entranhas, da fermentação, do planeta marte, deus da guerra, regendo a genitália ao parir força de filhos que não saem pra Israel existir como Estado; tenho devoção ao amor que o meu povo dedica ao estudo, e paixão ao meu ódio por qualquer eflúvio que cheire a anti-semistismo. E isso tá tudo junto, cegamente enosado como um novelo brincado há pares de anos por gato louco e sem a mínima chance de desate.
enfogueirar situações faz parte de mim. é me sentir viva, pulsantemente viva esse aquecer do sangue morno ao quente à guisa de bem prepará-lo para os círculos de fogo que o mundo me oferta como um necessário baralho a ser jogado pra ganhar ou ganhar.
poemas, lirismo, decoro, metafísica, diplomacia, romantismo -adoro -(sério!) mas o meu lado bicho pede mais, torna-me refén irracional e quer subir nas paredes.
agora...
apenas não me venham com falácias de "uma tal panfletaria ridícula",
porque baby, aqui não tem n-a-d-a de ridículo; aqui, tem um alguém que sabe do que fala e não faz questão de ser educada, porque prefere sentir-se mais viva ainda, vivinha da silva xavier de alcântara machado ao escancarar na lata, no ato, no limpo e na justeza sem meias medidas ou tamanhas mesuras o que pensa, simples e puramente para se purificar do próprio círculo, esse maldito criatório sulfúreo que cria e recria ao preço de autoenvenenamento a cada nascer do dia.
sábado, 3 de maio de 2008
do you believe?

terça-feira, 22 de abril de 2008
ao som de la viguela
alguma vida insopitável que esse vento, sonoro, veio a despertar
a vontade se ergue do leito fictício de morte
disposta a toda e qualquer cartada da sorte
dia de ventos, dia dos mortos, dia de ressuscitar
segurar firme e impiedosamente para de novo este nó atar
que seja tardio, não importa, afinal, este enlace
urge pular no primeiro trem que por essa estação passe
é o vento, com esse murmúrio secular, imemorial
que insiste em por a correr pelas veias essa vontade quase bestial
o apelo grita aos ouvidos que abandonaram a voluntária surdez
para emitir o último aviso, chegada a hora, vinda de uma vez
vento nas veias, sangue que grita pelas esquinas do corpo
sopro renovado naquilo que se julgava para sempre morto
la sangre, me ponga a cantar, tu canción de despiertar
el viento, me ponga a viajar, en tu cáncion de sangrar
terça-feira, 15 de abril de 2008
To be continued
À minha frente, uma foto de John e Yoko. Os dois, lado a lado, me lembram Vitor Ramil - “vem, anda comigo, pelo planeta, vamos sumir, vem, nada nos prende, ombro no ombro, vamos sair”. Ombro no ombro: o pouco que sei dos dois me traz essa analogia, ou algo mais piegas e sentimental, como “amar não é olhar um para o outro, mas olhar na mesma direção”. E lá estão John e Yoko, olhando na mesma direção, e eu nem era nascida. O clipe que Yoko fez sobre a canção “Woman” sempre me faz derramar umas lágrimas, em especial, no final, encerrando com aquele pungente “to be continued”, como nos seriados americanos, quando a gente fica esperando pelo próximo capítulo pra ver, pombas, o que vai acontecer. Os dois caminham pelo Central Park, belos, serenos, ombro no ombro, não se olham nos olhos - seria necessário?
É o que todos nos almejamos, afinal? É o que dá sentido, ou é apenas mais uma invenção dos fabricantes de cartões românticos? Pergunto sem querer respostas, não enviem cartas para a redação, deixem que as questões pairem no ar, como paira a foto deles no meu mural, agridoce.
Há os que conseguem, mas um tiro, um outro, ou outra, ou a falta do vil metal, ou o hábito, ou as mazelas do microcosmo do cotidiano, e tudo o mais que cada um sabe nomear sem palavras, subtraem. E o sentido, a duras penas conquistado, vai pelo ralo, junto com a água do banho. Às vezes penso que a maçã do paraíso tem gravada nela a palavra “fim”. Faz parte do esquema, eu sei, faz parte do “game”. Mas a consciência do fim, seja representado pela morte ou pelas subtrações, parece que é o que rouba o sentido.
São apenas constatações. Sem pretensões. A palavra foi feita pra isso, pra ser escrita, ouvida, falada, lida, não necessariamente nessa mesma ordem. E a palavra “amor” é mais uma.
Mas essa foto, no meu mural, me sinaliza que não, que não é só mais uma palavra, e que o passado, de gente como John e Yoko, acaba estampando uma parede de uma casa qualquer, no fim do fundo da América do Sul, porque não é afinal, caramba... só mais uma palavra.
domingo, 13 de abril de 2008
meu rewind valioso
ah, coisa boa se deixar esquecer da rotina café com pão, assim como deixamos, esquecido do relógio, nosso corpo boiar nas ondinhas calmas do mar, sentido as orelhas gelarem ao ouvir o barulhinho aquático na borda da água...
abstrair o cartão-ponto e enfim... sentir que o mundo é vasto e tudo é tão bom quando podemos expandir nossos sentidos vivendo a plena liberdade, esse estado de soltura que a bíblia tanto propalou por milênios no tal livre arbítrio do ser...
agora, finalmente, deu-se a hora de entender o seu sentido em sua mais ampla concepção da palavra:
L- I- V- R- E A- R- B- Í- T- R- I- O - uma coisa esticada, alongada. boa por demais de se saber sentida.
o livre arbítrio me é tal qual o refrão daquela música:"uma cerveja antes do almoço é muito bom pra ficar pensando melhor..."
porém, tudo o que é bom, avizinha o seu fim a curto-prazo, e a consternação fica por conta da hora de perceber que se aproxima o inexorável momento da volta; e, justamente, nessas horas, impossível não pensar que os dias bem que poderiam ser mais demorados...
que fosse uma hora, duas ou três a mais em cada um, seria de um muito bom grado penhorado... já pensou? se acaso houvesse uma maneira de acúmulo dessas pequenas frações temporais?
"- ah, só mais pouquinho para a leveza do espírito!"
é, mas o implacável tempo não admite ironias... uh! e para os hedonistas então, baita padrasto.
shlap! shlap!
wake up! come back to system. life is hard, honey moon.
domingo, 30 de março de 2008
e, no final das contas, sempre sendo um inescapável pedacinho do eu naquele instante...
tão mágico. tão louco - ser, feia, ser foda, um híbrido bom ser em uma má Jesusa Jerusa de Jerusalém.
sábado, 22 de março de 2008
O nome dele é Johnny
quarta-feira, 12 de março de 2008
Indisposta pra Maquiagem
O rangido da porta fechando anuncia em trilha sonora.
Réquiem para o momento esperado, provável, protelado.
Objetos sem vida agora estáticos arautos de tantas intimidades cotidianas.
O frio do fogo-morto da lareira sem vida.
O Nazareno, na parede, abandonado pela autoridade divina,
não responde...
Espera pacientemente pelas palavras corretas.
Apenas um humano pregado a dois pedaços de madeira.
Nem cor, nem som, nem braço,
Longivamente apenas áspera cadeira altruistamente estende seu bucólico cansaço.
Mau cheiro, poeira, flores de pétalas pendentes ao solo. Reclinadas como viúvas cansadas, indispostas para maquiagem.
Falta do porvir, nostalgia do que não foi, fragmentos seccionados no espaço. Subjetividades intraduzíveis em profundas cicatrizes sob marcas intermitentes digitais de um último abraço.
Tudo um dia se põe... Tem que ir...
Junta a roupa, baixa o armário démodé, muitas gavetas... Muitos cabides... Muitas gavetas!
Lembranças... Em tendências “vintage” da moda vacilam.
Lingeries experientes, camisolas coloridas, calças bem vividas,
E as traças conspiram...
Chove lá fora.
Gotículas fugitivas: o balde contém, o travesseiro transborda.
A vida segue, deve seguir.
Banheiro pesado, banho abafado, o chuveiro cansado, o pêlo grudado ao sabão não enoja... Recorda.
A Fantástica Fábrica de Chocolate

Catatônica televisão: crimes banais, dilemas patriarcais, conversas de botas batidas de colméia, zangões, abelhas, flores de Eucalipto ou Laranjeira e incontáveis jardins triviais.
Arquétipos e status, um carro novo ou sapatos que amargam carnês e adoçam a vida.
Frases de efeito, mensagem subliminar.
Estratégia antiga.
Saúvas na Terra da música.
Gafanhotos que não sabem cantar.
Propagandas de açúcar
Pra homens-formiga.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
têm pessoas que me inspiram pra coser
há as que gosto dar de comer
e outras simplesmente dão-me o sopro de viver
mas não pense o leitor apenas
que na declinação segunda eu ei de me abster...
no meu ministério do ar
há as que me inspiram para fotografar...





